Editorial

CREFITO-2: ATOS E FATOS

Veja como fomos longe pelas duas categorias

Ao assumirmos os destinos do CREFITO-2, em 27 de março de 2002, tínhamos a certeza de que também estávamos assumindo princípios éticos e históricos, deixados por aqueles que os instalaram e que implementaram suas primeiras ações institucionais.

Eram pessoas que vinham dos movimentos corporativos dos Fisioterapeutas e dos Terapeutas Ocupacionais e que se caracterizavam pela firmeza e pelo destemor que se refletiam nas ações e atitudes pessoais em defesa da autonomia ética, científica e profissional daquelas corporações. Sem dúvida, foram grandes colaboradores para que a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional se tornassem bens sociais importantes. Diante deste cenário de tal magnitude histórica, a chapa “Transformação” o assumiu como uma carta de princípios, que se incorporou ao seu projeto de gestão.

Entendemos que profissionais de saúde com tipicidade clínico-assistencial como a de Fisioterapeutas e de Terapeutas Ocupacionais, que se fundamentam nas leis e nas diretrizes curriculares de suas formações, não podem renunciar à autonomia e à independência no exercício da sua atividade, face às crescentes e múltiplas responsabilidades sociais.

A Diretoria do CREFITO-2 tem se empenhado, permanentemente, utilizando todos os mecanismos administrativos, políticos e jurídicos ao seu alcance, para garantir o exercício autônomo e ético das atividades.
Com o aumento das demandas administrativas internas e externas, a Diretoria deliberou pela reformulação e requalificação de todo o seu quadro administrativo, através da recapacitação profissional de seus funcionários.

Foi implementado um plano de cargos e salários e instituído o concurso público para suprir as vacâncias funcionais. Foi reformulado e ampliado o serviço jurídico com a contratação de novos profissionais do Direito, agregando mais agilidade e resolutividade às suas ações.

Face à exigüidade de espaço físico da atual sede institucional, a Diretoria providenciou a compra de novo imóvel, com 2.400 m2 de área construída, para abrigar a nova sede do CREFITO-2 em um espaço mais compatível com as exigências ergonômicas e de conforto para os funcionários e profissionais que lá comparecem.

O imóvel, ora adquirido, encontra-se totalmente pago, livre de qualquer ônus financeiro adicionnal. O imóvel que abriga a atual sede, não foi objeto de alienação, o que representa um aumento patrimonial bastante importante.
Para defender o exercício ético das atividades profissionais, por lei vinculadas ao controle social do CREFITO-2, foi necessário ajuizar ação contra o CREMERJ face às infringências éticas e legais, contidas em resoluções de sua autoria.
Os citados atos administrativos do CREMERJ capciosamente tentaram retirar competências e autoridade técnico-administrativa dos Fisioterapeutas e dos Terapeutas Ocupacionais, chegando até mesmo a alcançar outros profissionais de saúde.

Podemos entender que foi uma tentativa, frustrada pelo CREFITO-2, de favorecer as discussões ocorridas no Senado Federal, relativas ao PLS nº 025/2002 que trata do chamado “ato médico”, merecedor do repúdio ao seu trâmite pelo conjunto das profissões de saúde, face às impropriedades contidas na sua redação.

É do entendimento desta gestão, que fatos desta natureza não podem prosperar sem que ações do CREFITO-2, proporcionais às perspectivas do agravo, sejam desenvolvidas para interromper os seus efeitos. Esta demanda continua no Judiciário, sendo que o CREFITO-2 já obteve êxito, na primeira instância.

Em fato de espécie assemelhada, a senhora Governadora do estado do Rio de Janeiro viu-se obrigada a suspender efeitos de atos administrativos do estado, face à demanda judicial movida pela entidade representativa da denominada “Acupuntura Médica”, impedindo que profissionais de saúde, excetuado o médico, pudessem continuar utilizando esta metodologia terapêutica em suas unidades de saúde. A tempestiva e eficiente atuação dos serviços jurídicos do CREFITO-2 superou favoravelmente a questão.

A Diretoria do CREFITO-2 avaliou a necessidade de dar maior eficácia e efetividade às suas ações institucionais, de forma descentralizada e em parceria com os profissionais. Remetida esta questão ao plenário, foi deliberado pela aprovação de resolução específica que extinguiu os antigos núcleos corporativos, criando os núcleos de representação institucional do CREFITO-2 – NUCRINs. Considerando o formalismo de sua existência, os NUCRINs são um efetivo e eficiente mecanismo administrativo capaz de perfundir a presença institucional em todos os municípios jurisdicionados.
O Parecer CNE/CES nº 329/2004 é fonte de permanentes preocupações da atual gestão do CREFITO-2. Ele traduz uma proposta mercantil de drástica desqualificação acadêmica dos profissionais de saúde. Elaborado por instituições de ensino superior que não se preocupam com a qualidade de seus produtos, não tiveram seus autores preocupação de analisar as nefastas conseqüências de sua proposta que, com certeza, repercutiriam negativamente na formação acadêmica dos profissionais, na qualidade dos serviços de saúde, na desoneração remunerativa dos serviços profissionais pelos empregados e por seus compradores e na real perspectiva de queda social da atividade. O CREFITO-2 está atuando diretamente nesta questão, no âmbito do Ministério da Educação, contrariamente à sua aprovação e homologação.
Por ato de ofício frente às matérias repercutidas por denúncias, vimo-nos obrigados a interferir em questões referentes a concursos públicos municipais, com o fim inequívoco de fazer prevalecer sua integridade legal e o respeito aos que buscam o trabalho pela via do concurso público.

Temos mantido relações institucionais diretamente com a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, com quem discutimos as questões afetas à compra de serviços profissionais dos Fisioterapeutas e dos Terapeutas Ocupacionais pelos planos e seguros de saúde. Somos convictos de que as dificuldades existentes nas relações desses profissionais com essas empresas poderão ser superadas pela via das negociações, que já ocorrem com a participação da ANS, que também não deseja que esta questão continue perenizada.

O CREFITO-2 atuou preventivamente junto ao Poder Legislativo federal, face à presença de projetos de lei que trazem riscos reais aos direitos consagrados dos Fisioterapeutas e dos Terapeutas Ocupacionais – durante todo o quadriênio de nossa gestão, tivemos a preocupação de desenvolver ações institucionais diretas que permitissem a identificação e o acompanhamento desses projetos de lei nas duas casas legislativas do Congresso Nacional. Por decorrência do trabalho desenvolvido, organizamos, em parceria com nossos profissionais e acadêmicos, movimentos corporativos e sociais nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, com manifestações contrárias ao projeto de lei do chamado “Ato Médico” e outros de menor repercussão naquelas casas legislativas.

As ações destinadas à fiscalização do exercício profissional foram reformuladas e ampliadas, novos procedimentos e protocolos administrativos foram implementados, visando tornar todo o processo mais ágil, eficaz e conseqüente.
A qualidade da formação profissional é alvo da permanente atenção dos atuais dirigentes, que não se ausentaram em nenhum momento de qualquer discussão sobre a matéria, em qualquer fórum nacional ou regional, inclusive tendo sido promotor de um deles, no Rio de Janeiro, com a participação, entre outros, do professor Nelson Maculan (Secretário de Ensino Superior) e do Deputado Federal Irineu Colombo.

Também não aceitamos e votamos contra a proposta do COFFITO de majoração das anuidades dos exercícios de 2004, 2005 e 2006, fomos voto vencido. É do nosso entendimento que não se supera quebra de receita provocada por inadimplência, aumentando o ônus financeiro dos adimplentes.

Esta foi uma gestão que se fundamentou na coerência histórica de corporações persistentes e intransigentes na defesa dos seus princípios éticos e que se qualificaram o suficiente para se deslocarem de ocupações livres para se firmarem definitivamente como hígidas profissões de saúde, reconhecidas pelo Estado e pela sociedade.

Tudo decorreu de uma perseguição coletiva e exitosa, iniciada há mais de 40 anos, na busca da autonomia profissional e do respeito social. São princípios históricos que deverão ser mantidos contemporâneos e em harmonia com uma necessária e perene evolução científica, social e política dos Fisioterapeutas e dos Terapeutas Ocupacionais.

Colegiado do CREFITO-2


Terapia Ocupacional em Traumato-ortopedia

Com o gradativo acesso do profissional Terapeuta Ocupacional aos diversos níveis de assistência à saúde, pôde-se perceber a enorme contribuição deste à comunidade em sua complexa diversidade de situações e necessidades, não só no que se refere à prevenção, tratamento e recuperação de seqüelas, mas principalmente no âmbito da promoção da saúde, facilitando a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos.
Entre as inúmeras áreas de ação do Terapeuta Ocupacional, uma das que mais vêm se ampliando é, sem dúvida, a que se relaciona ao atendimento durante a fase de hospitalização. Nesse sentido, várias práticas foram sendo desenvolvidas a fim de atender à exigência da clientela envolvida.

Hoje encontramos o Terapeuta Ocupacional em diversas clínicas do hospital geral e, entre elas, encontramos a clínica traumatológica e ortopédica, tanto com adultos como com crianças, como um potencial espaço para o desenvolvimento das ações da Terapia Ocupacional.

O ambiente hospitalar, tanto quanto a internação propriamente dita, tem grande impacto sobre o indivíduo. Cada hospital apresenta regras, normas de comportamento, rotinas diárias que, espera-se, sejam absorvidas pelo indivíduo, sem questionamentos ou discussão e que, ao contrário, este possa abandonar de forma tranqüila e amável todos os seus desempenhos e atividades usuais. Espera-se do indivíduo hospitalizado que reconstrua seu cotidiano de forma rápida, automática.

O desenvolvimento da Terapia Ocupacional nas áreas da Traumato-ortopedia vem se dando na medida que a demanda deste profissional foi sendo criada dentro do contexto hospitalar e ambulatorial pelos próprios terapeutas, frente às novas situações de trabalho, que exigiram a criação e adaptação de novas formas de abordagem e tratamento.

O trabalho na hospitalização deve levar em conta diversos aspectos relacionados ao cliente, tais como: reações emocionais, orientação religiosa, relação sociocultural, relações interpessoais, relações familiares, entre outros, a fim de desenvolver uma abordagem adequada a cada indivíduo e, simultaneamente, conduzir de forma eficaz o grupo, quando esse for o tipo de tratamento eleito.

Muitas vezes o indivíduo apresenta comportamentos interferentes e difíceis, que podem ser acentuados em resposta à sobrecarga que a situação de doença acarreta.

O indivíduo é atravessado por inúmeros sentimentos que se fazem marcantes e marcados por situações invasivas, que acompanham todo o processo de internação. A atitude da equipe que acompanha o indivíduo durante sua internação é de extrema importância, uma vez que poderá estimular processos, positivos ou negativos, de vivência, desempenho, convivência, participação, no tocante à co-responsabilidade do processo de tratamento.

Também a família precisa ser envolvida no ambiente terapêutico do hospital, de forma a tornar-se uma aliada, mantendo os desempenhos familiares, permitindo que o paciente, mesmo hospitalizado, continue participando de forma positiva das discussões e decisões de cunho familiar; a preservação do papel social do indivíduo, principalmente em hospitalizações prolongadas, mantém a autovalorização, o que facilita, inclusive, os procedimentos e a melhora clínica.

As ações da Terapia Ocupacional em Traumato-ortopedia variarão com as seqüelas, o tipo de trauma, problema ortopédico, deformidade congênita, abordagem médica realizada ou a se realizar, estado geral do paciente, entre outros.

Assim, ao trabalharmos com indivíduos hospitalizados, devemos desenvolver uma avaliação rápida e objetiva, uma vez que o paciente tem, em geral, um curto período de internação, se fazendo necessário, muitas vezes, avaliar, atender, orientar e encaminhar em um único contato.

Deve-se, então, em conversa informal com o cliente, saber seus dados pessoais mais relevantes para o desenvolvimento do tratamento e/ou orientação, tais como: idade, profissão, situação sociofamiliar, estruturação de vida, tipo e causa da patologia/problema, procedimentos já realizados e os cuidados que exigem, procedimentos a serem desenvolvidos, posturas possíveis para o paciente em função de seu quadro atual, capacidade de mobilidade global encontrada e nível de independência em AVD, AVP, AVL, AVT. É de extrema importância o conhecimento das habilidades específicas, das atividades que realizava por prazer, ou opções que gostaria de experimentar. Esse aspecto se torna principalmente importante em hospitalizações mais prolongadas, quando atividades de lazer tornam-se prioridades no processo de manutenção do equilíbrio e da saúde mental do indivíduo, uma vez que o mantêm ativo, preservam-lhe o desejo e a sensação do estar vivo. Preserva-se, antes de tudo, a integridade do SER, que pensa, age (mais do que reage), é capaz de escolher, de criar e de descobrir-se a cada momento.

Assim, a Terapia Ocupacional pode evitar a sensação de invalidez e a baixa da auto-estima que se instalam naqueles cujas características basais e situações socioemocionais são originalmente mais precárias.
Torna-se vital ao processo terapêutico, a orientação do paciente quanto à sua situação geral – quadro, cirurgias, cuidados pré e pós-operatórios, possíveis dificuldades encontradas após a cirurgia e formas de contorná-las.

O indivíduo que encontra-se hospitalizado necessita, de antemão, do contato e do acolhimento do profissional, uma vez que a situação de doença e, em especial, a situação de internação, mobiliza-o profundamente. São despertados medos em relação à dor, à morte, a expectativas quanto à cirurgia, à possibilidade de desabilidades futuras, além do sofrimento pelo afastamento familiar, pela possível dificuldade financeira da família a partir deste afastamento, pelo medo do abandono, por sentir-se só...

Temos, assim, objetivos importantíssimos no que diz respeito ao cuidado, ao estabelecer vínculos que podem fortalecer o indivíduo, além de facilitar a troca com outros pacientes que também encontrem-se internados (na própria enfermaria ou em outra).

Ao se desenvolver trabalho terapêutico ocupacional com indivíduos que apresentem disfunções físicas, devemos ter o cuidado de não compartimentar o sujeito, visualizando somente a área lesada, o segmento a ser tratado; mas atuando holisticamente, entendendo que esse sujeito faz parte de uma história que continua a ser escrita, e que é a todo tempo atravessado por questões sociais, religiosas, educacionais e emocionais. A todo momento novas situações são deflagradas gerando emoções, dúvidas, alegrias, medos e raivas, sentimentos esses que necessitam de um espaço para se fazerem materializados, e só assim reformulados e elaborados.

Através do uso de atividades terapêuticas é possível fomentar a discussão e o processo de criação, abrindo espaços internos para elaboração de novas perspectivas, não só com relação ao tratamento, ao ciclo de atendimentos, à invasão constante em sua privacidade, mas principalmente no que diz respeito ao seu reconhecimento e fortalecimento psíquico.

O uso de atividades expressivas com os pacientes com seqüelas físicas tem caráter de grande relevância, uma vez que cada pessoa vivencia o processo de adoecimento e perda de forma particular e única. O trabalho de possibilitar e potencializar esse tipo de atividade facilita o empenho do indivíduo em todo o seu processo terapêutico, promovendo melhor desempenho do mesmo em todos os seus espaços de ação.

O desenvolvimento de atividades, sejam elas de base expressiva, recreativa, de vida diária ou prática, pode ser individual ou em grupo. O uso de atividades grupais favorece o esclarecimento de dúvidas, o contato com variadas formas de olhar, sentir e viver os problemas, o estabelecimento de grandes relações de ajuda e a descoberta de possibilidades e potenciais até então desconhecidos.

Na abordagem transdisciplinar da Terapia Ocupacional, encontramos como co-terapeutas e grandes colaboradores do processo de trabalho do paciente, toda a equipe, o pessoal dos serviços gerais, a família e, principalmente, os outros pacientes com suas interferências, fruto de suas visões e vivências pessoais diante de problemas e/ou situações semelhantes ou não, mas que requerem novo dimensionamento de valores.
Objetivar o atendimento sem perder a característica transformadora do processo terapêutico é um desafio que possibilita garantir uma visão holística desse sujeito.


Assessoria Jurídica

CREFITO-2 DEFENDE AS PRERROGATIVAS DOS PROFISSIONAIS FISIOTERAPEUTAS E TERAPEUTAS OCUPACIONAIS E DENUNCIA SUPOSTAS FRAUDES NO CONCURSO PÚBLICO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO

ENTENDA O CASO:

Em 2 de maio de 2004 foi realizado o Concurso Público para provimento de cargos, PRIORITARIAMENTE, no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro para Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais entre outros.

Após a realização do concurso, esta Autarquia, fiscalizadora do exercício profissional de Fisioterapeuta e de Terapeuta Ocupacional, além de órgão protetor das prerrogativas, foi alvo de denúncias por todos os meios idôneos admitidos, a respeito de suposta fraude no respectivo concurso.

Diante do fato, o CREFITO-2 não possuindo competência para atuar em tal esfera, comunicou as autoridades competentes como a DRACO, Ministério Público e Justiça Federal. Quanto a esta última, o CREFITO-2 haja vista ser um dos questionamentos feitos por profissionais, a composição da banca examinadora das provas, ajuizou em 13/5/2004 uma INTERPELAÇÃO JUDICIAL (processo nº 20045101008944-8) em face do Município do Rio de Janeiro, objetivando a apresentação da composição da banca examinadora, tudo em conformidade com os princípios constitucionais da legalidade e da publicidade que são a garantia legal do cidadão perante os atos praticados pelo administrador público.

Em que pese o ajuizamento da referida ação e a determinação do juiz para num prazo de 48 horas haver manifestação no sentido do nosso pedido, tal não ocorreu, só havendo a resposta em 25 de junho de 2004, informando que a banca examinadora era composta dos seguintes integrantes: César Madureira Bach, Luiz Cláudio Ferreira Pinto e Jaceguay T. N. Rodrigues. Posteriormente, a referida banca foi alterada para ser integrada somente com um componente, a Dra. Adalgisa Ieda Maiwon, descaracterizando o próprio conceito de banca, que pressupõe a composição de pelo menos mais um.

Ainda no exercício de suas atribuições, em 24/6/2004, o CREFITO-2 protocolizou representação junto ao Ministério Público para fins de averiguação, fato que se encontra neste órgão até a presente data, sendo acompanhado de perto por este ente defensor das prerrogativas dos profissionais Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais.

A Representação ao Ministério Público se encontra na 7ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania – 10ª CRAAI, com o Dr. Rogério Pacheco Alves, sob o nº IC 2520/04.


CREFITO-2 DEFENDE A UTILIZAÇÃO DO MÉTODO PILATES POR FISIOTERAPEUTAS

ENTENDA O CASO:

A Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo de Petrópolis recebeu uma representação alegando, em apertada síntese, que o método Pilates seria exclusivo dos profissionais de Educação Física.
Nesse passo, o CREFITO-2 se pronunciou no sentido de conceituar tal atividade como ciência e arte de coordenar o desenvolvimento de corpo-mente-espírito, através de movimentos naturais sob o controle correto do desejo.

No sentido de preservar a autonomia dos Fisioterapeutas e dos Terapeutas Ocupacionais, informou ainda o CREFITO-2 que o método de Pilates pode ser utilizado por ambas as profissões dentro de suas atividades privativas, uma vez que os objetivos do método de Pilates na área da Fisioterapia são restabelecer funções, prevenir, reequilibrar, reeducar e melhorar, através de todos os recursos cinesioterapêuticos, o diagnóstico de seus pacientes.

Contudo, a autonomia das profissões de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional já foi confirmada pelos nossos tribunais em diversas ações, sendo a mais recente a ação ajuizada em face do CREMERJ, cuja decisão foi proferida pelo juízo da 16ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro.


CREFITO-2 OFICIA PREFEITURA DE MENDES – RIO DE JANEIRO – QUANTO À CARGA HORÁRIA ESTIPULADA NO CONCURSO PÚBLICO

ENTENDA O CASO:

A Prefeitura da Cidade de Mendes, Rio de Janeiro, publicou Edital de Concurso Público nº 01/2005, para provimento de cargos do quadro permanente de pessoal, entre eles o de Fisioterapeuta.
Entretanto, a carga horária estipulada no Edital (40 horas) viola a Lei nº 8.856/94 que disciplina a prestação máxima de 30 (trinta) horas semanais de trabalho, tanto para o Fisioterapeuta como para o Terapeuta Ocupacional.

Dessa forma, no intuito de garantir as prerrogativas legais de seus profissionais, o CREFITO-2 oficiou a Municipalidade de Mendes requerendo a imediata alteração do Edital sob pena de adoção das medidas judiciais cabíveis.

Textos: Vinicius Barros Rezende (Assessor Jurídico), Ellen Delmás (Assessora Jurídica)


CREFITO-2 & Você

Parcelamento maior

Os Fisioterapeutas e os Terapeutas Ocupacionais que desejarem, podem solicitar um parcelamento maior da anuidade de 2006. Basta entrar em contato com o setor financeiro do CREFITO-2, a partir do mês de abril.
Não corra o risco de perder seu registro profissional, parcele suas dívidas e garanta a legitimidade do seu trabalho!

Fique por dentro

Para permitir uma constante comunicação entre o CREFITO-2 e você, profissional de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional, é necessário que seus dados estejam atualizados no cadastro do Conselho. A atualização pode ser feita pessoalmente, na sede do Conselho, por fax, por correio ou ainda através do site do CREFITO-2: www.crefito2.org.br.

Simpósio reúne Conselho e entidades

O CREFITO-2, a Associação de Fisioterapeutas do Estado do Rio de Janeiro (AFERJ) e o Sindicato de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (SINFITO) participaram, no último mês de novembro, do I Simpósio de Fisioterapia da FRASCE (Faculdade de Reabilitação da ASCE), representados por seus presidentes: Dra. Rita Vereza, Dr. César Madureira e Dr. Cosme dos Santos Guimarães, respectivamente.
O I FISIOFRASCE, realizado pelo Centro de Estudos da Associação de Solidariedade à Criança Excepcional (ASCE), com coordenação da MDFISIO, sob a responsabilidade do Dr. Marcelo Duarte, teve como objetivos comemorar os 40 anos da profissão de Fisioterapeuta e divulgar a Faculdade de Reabilitação, em Higienópolis (RJ).
O coordenador do curso de Fisioterapia da FRASCE, Dr. José Carlos, ficou responsável pela abertura do Simpósio que reuniu 370 pessoas.

Artigos

O profissional que desejar enviar seu artigo para publicação na Revista do CREFITO-2, deverá disponibilizar textos em duas laudas, espaço 1 ½ , corpo 12, em Times New Roman, para o e-mail: revista@crefito2.org.br.

Divulgação de Cursos

Tanto o site do CREFITO-2 (www.crefito2.org.br) como a Revista divulgam para todos os seus profissionais registrados cursos, palestras e congressos relacionados aos campos de assistência da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional, bem como as áreas relacionadas a saúde social, familiar e do trabalho. Se você quiser dar visibilidade ao seu evento ou curso, envie um e-mail para o endereço carlos@crefito2.org.br. O CREFITO-2 terá o máximo prazer em divulgá-lo.

Políticas Públicas de Saúde:
um ótimo campo de trabalho

No dia 3 de fevereiro, o CREFITO-2 promoveu, em Vitória (ES), o Fórum de Discussão sobre a Inclusão do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional nas Políticas Públicas de Saúde Brasileiras, mediado pelo Dr. Fábio Batalha, Fisioterapeuta, doutorando em História das Ciências da Saúde pela Fiocruz. A Dra. Rita Vereza, Presidente do Conselho, esteve presente ao evento, durante o qual foi formado um grupo, coordenado pela fisioterapeuta Dra. Grace Kelly, com o objetivo de realizar estudos mais profundos sobre o assunto abordado, beneficiando diretamente os profissionais das duas categorias no estado.
No dia 10 de fevereiro, o mesmo evento foi realizado no Rio de Janeiro, no Auditório Cultural Paiva Ribeiro, em frente à sede do CREFITO-2.


TERAPIA OCUPACIONAL

Uma ferramenta contra a dependência química

Dra. Adriana Cecília de Araújo passou a ajudar muitas pessoas a redescobrirem o amor pela vida ao vencerem a dependência química.

Após seis anos de pesquisas, determinação e muito trabalho, Dra. Adriana vem encontrando novas aplicações para a Terapia Ocupacional e trazendo de volta ao convívio social pessoas antes excluídas e sem nenhuma perspectiva de vida.

Atualmente, Dra. Adriana ministra palestras em escolas, associações e empresas sobre dependência química, alimentadas por sua experiência no Centro de Recuperação para Dependentes Químicos (CREDEQ), em Campo Grande (RJ), onde implantou o setor terapêutico ocupacional, em fevereiro de 2004. Ela ainda atua no Centro de Atenção Psicossocial de Mendes (RJ), no Projeto de Atenção Integral à Família da Prefeitura do Rio de Janeiro e está à frente do projeto para criação de uma clínica para mulheres dependentes químicas em Magé (RJ).

Em função de sua atuação, muitos colegas de profissão vêm descobrindo o quanto a Terapia Ocupacional pode ser útil no tratamento de dependentes químicos.
Conheça o trabalho desta profissional e deslumbre, você também, este maravilhoso campo da Terapia Ocupacional.

CREFITO-2: Como surgiu seu interesse pela área de dependência química?

Dra. Adriana
: Foi quando comecei meu estágio na Fazenda Modelo. Queria entender o motivo para aquelas pessoas se drogarem.

Para isso, tive que ir à luta em busca de informações. Fazia pesquisas, ia a todos os congressos e palestras sobre o assunto, participava de reuniões abertas de Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, fiz cursos e me tornei sócia da Associação Brasileira de Álcool e Drogas (ABRAD). A monografia que apresentei na faculdade teve o tema: “Quais os fatores que contribuem para a drogadicção na adolescência e a abordagem da Terapia Ocupacional”. Hoje sou muito feliz e amo o que faço, mas fico triste por ver colegas Terapeutas Ocupacionais não entenderem este trabalho.

CREFITO-2: Como foi sua trajetória nesta área ainda pouco conhecida?

Dra. Adriana: Enquanto cursava a faculdade de Terapia Ocupacional na Universidade Castelo Branco, estagiei na Fazenda Modelo, onde despertei para a problemática da dependência química. A partir daí, me apaixonei pela área e busquei experiência em outras instituições onde também pudesse acompanhar o tratamento de pessoas dependentes químicas: Clínica Santa Edwiges; abrigos da Prefeitura do Rio de Janeiro, onde lidava com menores infratores e usuários de drogas, dependentes químicos e jovens em situação de risco; Projeto Ser Menina, onde praticava a Terapia Ocupacional aplicada a condições sociais e prevenção ao uso de drogas; Projeto Resgato, onde também pratiquei a Terapia Ocupacional aplicada a condições sociais; e Fundação Leão XIII, onde, além da dependência química, também tive contato com as áreas de saúde mental, neurologia e geriatria. No Hospital Pedro II, me envolvi com as áreas de ortopedia e geriatria, e na Clínica Escola Castelo Branco, atuei em neuropediatria.

CREFITO-2: Como foi implantar a Terapia Ocupacional em um lugar onde já havia uma equipe multidisciplinar formada?

Dra. Adriana: O início foi difícil. O programa, que atende hoje 60 pessoas, já tinha uma equipe de seis conselheiros e uma psicóloga. Eu era novidade e isso fez surgir uma certa insegurança, pois havia a preocupação de não desestruturar a programação aplicada desde 1987. Eu compreendi todo aquele cuidado, pois o tratamento no CREDEQ é respeitado e reconhecido e percebi que a responsabilidade era grande.
Havia também pouca informação da equipe sobre a Terapia Ocupacional, que era vista como uma mera ocupação de tempo, um “artesanato”, na verdade não sabiam qual era a verdadeira importância da profissão. Aos poucos fui mostrando meu trabalho e hoje sou aceita e respeitada na equipe.

CREFITO-2: Como é o seu trabalho no CREDEQ?

Dra. Adriana: Seguindo a linha cognitiva-comportamental, eu ajudo a promover nos pacientes a expressão e a reflexão, pela aproximação do fazer, que deve acontecer através da identificação das necessidades, problematização e superação dos conflitos, através das atividades. O paciente deixará transparecer seu momento, seus sentimentos mais interiorizados, sem permitir a interferência do consciente. Para isso, é necessário que o Terapeuta Ocupacional esteja preparado para ser um instrumento facilitador desse processo, ativando a revelação dos conflitos para que estes possam ser elaborados e superados.

Muitas pessoas me dizem que, em meu trabalho, preciso passar muito amor aos meus pacientes. Costumo dizer a essas pessoas que o problema do dependente químico não é falta de amor. Eles precisam de muita atenção e acolhimento ao lidar com a dor, mas, principalmente, saber que têm uma doença degenerativa, incurável e fatal, e que precisam se amar, se respeitar, se valorizar. Afinal, se não nos amarmos, como vamos amar o outro?

O grande problema do dependente químico não é a droga, ela é apenas a última conseqüência de um processo de falta de habilidade para lidar com seus sentimentos e comportamentos. Se o dependente pára de usar drogas e continua roubando, isto vai pesar em algum momento na sua consciência e o não saber lidar com esta situação resulta em um processo de recaída, por isso, tem que haver a mudança de comportamento.
É importante frisar que o CREDEQ não faz uso de nenhum medicamento no tratamento de seus pacientes, pois lá, acredita-se que não é eficaz substituir uma droga por outra.

CREFITO-2: Existem outros programas semelhantes oferecidos no Rio de Janeiro e no Espírito Santo?

Dra. Adriana: No Rio de Janeiro, no serviço público de saúde, existe o CREDEQ, em Campo Grande, e a Clínica Michele de Morais, em Santa Cruz, que oferecem internação e trabalho terapêutico. O Centro Integrado de Atendimento ao Deficiente (CEAD), em São Cristóvão, oferece apenas o serviço ambulatório. Já no Espírito Santo, existe o Centro de Prevenção e Tratamento Toxicômano (CPTT), que funciona como clínica e hospital-dia. Há outras clínicas que utilizam trabalhos e diagnósticos diferentes. As clínicas particulares têm custo alto e a maioria da população não tem acesso a elas.

CREFITO-2: Como os Terapeutas Ocupacionais atuam no tratamento de dependentes químicos?

Dra. Adriana: Nós oferecemos aos pacientes um ambiente acolhedor e a possibilidade da escuta. As atividades de estímulo cognitivo são de suma importância no tratamento. Através delas, eles obtêm melhora na atenção, concentração e memória, campos afetados pelo uso abusivo de drogas, e também percebem sua capacidade de produzir e se socializar.

O Terapeuta Ocupacional trabalha na direção do autoconhecimento, desenvolvendo as potencialidades que garantem uma relação diferenciada com a vida. Ele utiliza recursos expressivos, criativos, lúdicos e atividades e tarefas laborativas direcionadas individuais e grupais.

Em suma, com o trabalho da Terapia Ocupacional, o que estava velado se revela e em conjunto com uma equipe multidisciplinar, trabalhamos para que os pacientes superem suas dificuldades.

CREFITO-2: Existem cursos específicos para Terapeutas Ocupacionais nesta área?

Dra. Adriana: Não. Existem cursos sobre dependência química, mas não aplicados à Terapia Ocupacional. Todo o meu conhecimento vem de pesquisas, observações de campo e do convívio diário com os pacientes.

CREFITO-2: Quais as diferenças entre o tratamento de dependentes químicos e o tratamento de portadores de transtornos mentais?

Dra. Adriana: Os tratamentos são bastante diferentes, até porque os perfis dos pacientes diferem muito. O dependente químico tem muita dificuldade em dar continuidade a projetos e dificuldade de socialização. A maioria apresenta um comportamento orgulhoso, manipulador, agressivo e resistente no início do tratamento. O trabalho com essas pessoas é mais voltado à expressão, à reflexão, ao estímulo cognitivo e ao autoconhecimento, com novos padrões de comportamento e pensamento, ou seja, um novo estilo de vida.

Por outro lado, a pessoa com transtorno mental é, na maioria das vezes, amável e aceita bem o tratamento. Com elas, precisamos trabalhar mais a paciência e evidenciar as qualidades e as capacidades de cada paciente.

Até mesmo a postura do Terapeuta Ocupacional deve ser diferenciada. Com o dependente químico, é preciso ser mais sério, estimular o cumprimento das tarefas, já que eles têm dificuldade em estabelecer regras, limites e seguir uma programação. Já com o paciente portador de transtorno mental, o convívio é mais natural e alegre, as atividades têm um objetivo, mas são livres.

De qualquer forma, todos são estimulados a criar e a expressar seus sentimentos, para que o trabalho psiquiátrico seja possível.


CREFITO-2 DEFENDE SUA AUTONOMIA FUNCIONAL, ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA, COMO GARANTIA DE UM PROCESSO ELEITORAL TRANSPARENTE E DEMOCRÁTICO

Vinicius Barros Rezende (Assessor Jurídico)
Ellen Delmás (Assessora Jurídica)

ENTENDA O CASO:

A Lei nº 6.316/75 atribuiu competência exclusiva ao Ministro do Trabalho para baixar as instruções reguladoras das eleições dos Conselhos Federal e Regionais de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional.

Nesse passo, em estrito cumprimento à legislação, o Ministro do Trabalho editou, em 13 de outubro de 1985, a Portaria nº 3.085, atribuindo ao Conselho Federal competência tão-somente para interpretar, complementar, bem como baixar atos necessários à execução das normas contidas nessa portaria.

Desta feita, assim agiu o COFFITO em 1985 que, nos limites de sua competência, editou a Resolução nº 58 que traduz com fidelidade a portaria ministerial, preservando, dessa forma, o Estado Democrático de Direito.

Entretanto, a atual diretoria do Conselho Federal não agiu com transparência, pois ao revogar a Resolução nº 58 em dezembro de 2004, editou, às vésperas das festas de fim de ano de 2005, ou seja, um ano após a revogação, a teratológica Resolução nº 302 que, entre outras irregularidades legais e formais, possuía o condão de intervir diretamente na autonomia funcional, administrativa e financeira dos Conselhos Regionais no que tange ao processo eleitoral.

À guisa de exemplificação das irregularidades encontradas na referida resolução, temos a extrapolação do mandato de uns e a redução de outros. De acordo com a Resolução COFFITO nº 302, as eleições dar-se-iam em 28 de março de 2006, quando o mandato do CREFITO-2 já teria expirado.

O CREFITO-2, inconformado com as disposições previstas na Resolução COFFITO nº 302 de 16/12/2005 ajuizou medida cautelar com pedido de liminar objetivando a suspensão dos efeitos da supradita resolução COFFITO bem como o restabelecimento da Resolução nº 58/85 que vigeu durante 20 anos.

Ato contínuo, a Exma. Dra. Juíza Federal da 7ª Vara Federal do Distrito Federal Sra. Candice Lavocat Galvão Jobim, em 28 de dezembro de 2005, concedeu a liminar requerida, possibilitando aos atuais Conselhos Regionais procederem seus processos eleitorais em respeito a autonomia conferida por lei e ofendida pelo Conselho Federal ao pretender regulamentar o processo eleitoral com atitudes intervencionistas e antidemocráticas.

À vista desta decisão, o COFFITO interpôs recurso de Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo, cuja intenção era suspender os efeitos da liminar concedida na medida cautelar, que teria como conseqüência natural restabelecer os efeitos da Resolução COFFITO nº 302, o que foi feito pelo Exmo. Sr. Dr. Desembargador Federal Antônio Augusto Catão Alves negado de plano, mantendo-se em vigor a decisão liminar até a presente data.

Portanto, com base na trajetória e nos fatos supra, O COLEGIADO DO CREFITO-2, ÚNICO CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E DE TERAPIA OCUPACIONAL ELEITO EM URNAS ELETRÔNICAS DO TRE, NÃO ACEITA E NÃO ACEITARÁ, EM NOME DA VERDADEIRA DEMOCRACIA, NENHUMA FORMA DE INTERVENÇÃO DO COFFITO OU DE QUALQUER OUTRO ÓRGÃO, QUE TRAGA COMO CONSEQÜÊNCIA CONFLITO COM OS PRINCÍPIOS ÉTICOS QUE NORTEIAM O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.


Representantes dos Núcleos se reúnem na sede do CREFITO-2

No último dia 14 de janeiro, representantes dos Núcleos do CREFITO-2 do Rio de Janeiro se reuniram com a Presidente do Conselho, Dra. Rita Vereza, a Vice-presidente, Dra. Sandra Pacheco, e a Coordenadora dos Núcleos Regionais, Dra. Elizabeth Benjó, para apresentar as principais realizações de 2005 e os projetos que serão desenvolvidos em 2006.

Dr. Henrique Cesar Tavares Junior resumiu bem o objetivo do encontro: “É muito importante haver essa troca de informações entre os representantes, para aprendermos a não criar mais dificuldades, mas sim encontrar soluções para buscar um lugar ao sol”, disse o representante do Núcleo de Itaguaí que, apesar de ocupar o cargo há pouco tempo, está satisfeito por conquistar o respeito e apoio de colegas de profissão, o que já lhe rendeu convite para reuniões com o coordenador do PSF de sua cidade.

Apesar de algumas dificuldades, há muito que comemorar. Além do número crescente de profissionais nas reuniões gerais de representantes, o que demonstra grande interesse, membros de nove dos 23 Núcleos representados nesta última reunião já participam dos Conselhos Municipais de Saúde em Arraial do Cabo, Barra Mansa, Itaguaí, Nova Iguaçu, Rio das Ostras, Saquarema, São Gonçalo,Teresópolis e Volta Redonda.

Uma das queixas mais freqüentes dos representantes dos Núcleos do CREFITO-2 é a pouca participação dos profissionais de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional nas reuniões locais para tratar de assuntos de extremo interesse das duas categorias.

Buscando solucionar esse problema, a diretoria do CREFITO-2 anunciou a previsão de visitas a diversos Núcleos até março de 2006, como Cantagalo, Itaguaí, Mangaratiba, Nilópolis, Niterói, entre outros.
Os Núcleos que constataram maior evasão de profissionais em suas reuniões foram os de Petrópolis, Niterói, Macaé, Bom Jardim, Cabo Frio e Rio das Ostras.

Dra. Edilene de Assumpção dos Santos, de Petrópolis, e o Dr. Fabrício Escudine, de Niterói, levantaram o problema de que os poucos participantes têm levado excesso de denúncias, mas nenhuma proposta de mudança, ou ações para o desenvolvimento da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional nas regiões.
Dra. Rita Vereza, conclusiva, afirmou: “A tarefa do representante de Núcleo é orientar os colegas locais a iniciar projetos e ações que melhorem as condições de suas profissões em cada região. Cabe aos representantes do CREFITO-2 levar aos profissionais essa filosofia.”

Apesar do pouco tempo de atuação, o Núcleo em Barra do Piraí, reativado no último mês de novembro, e representado pelo Dr. Thiago Cardoso Cerqueira, tem se mostrado bastante ativo. Além da realização de palestras educativas e gratuitas sobre Fisioterapia e sobre Terapia Ocupacional para a população, o Núcleo conseguiu apresentar dois projetos de lei junto à Secretaria de Saúde: um sobre atendimento domiciliar, que inclusive já foi aprovado, e outro sobre atendimento em escolas, que ainda está tramitando.

Dra. Imar de Oliveira Silveira, representante substituta do Núcleo de Miguel Pereira, descobriu na reunião que poderia fazer parte do CMS, como qualquer outro cidadão, e ficar por dentro das questões relacionadas à saúde local. Ela foi orientada por seus colegas representantes a procurar uma associação de moradores para saber os dias, horários e locais das reuniões municipais, a fim de começar a participar delas.

Em Bom Jardim, na ocasião do Dia do Fisioterapeuta em 2005, a representante, Dra. Martha Freire, participou de um programa de rádio local, onde falou sobre a importância das duas profissões para a saúde da população.
Mesmo com alguns percalços, os representantes dos Núcleos do CREFITO-2 não esmorecem em sua luta pela divulgação e desenvolvimento da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional em suas regiões e foi com este objetivo que o Conselho Regional de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional da 2ª Região criou estes organismos.


A importância do Rol de Procedimentos

O Fisioterapeuta e o Terapeuta Ocupacional vêm buscando oferecer os padrões mínimos desejáveis para uma boa assistência visando o bem-estar da população brasileira.

As duas categorias profissionais estão hoje aptas a prestar assistência em todas as áreas da saúde, além de fazerem parte de outros segmentos não menos importantes.

Para garantir à população o mínimo necessário a sua saúde, o CREFITO-2 iniciou uma luta através da sua Câmara Técnica de Honorários e Planos de Saúde, coordenada pelo Dr. João Carlos Magalhães, juntamente com a Sociedade Brasileira de Fisioterapia (SBF), que tem como presidente o Dr. Oséas Florêncio de Moura, e com a colaboração de alguns organismos das duas profissões, para a implantação do Rol de Procedimentos das duas categorias.

O Rol de Procedimentos é uma listagem mínima de procedimentos que garantem as condições básicas de assistência para os usuários dos serviços e é fundamental para implantação do Referencial de Honorários de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional.

ROL DE PROCEDIMENTOS FISIOTERAPÊUTICOS
Descrição Hospitalar Ambulatorial UTI
Consulta X X X
Assistência fisioterapêutica ao paciente com disfunção decorrente de lesão do sistema nervoso central e/ou periférico, compreende cinco níveis de complexidade X X X
Assistência fisioterapêutica ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sisitema musculoesquelético (origem ortopédica, traumática, congênita e/ou reumática), compreende quatro níveis de complexidade X X X
Assistência fisioterapêutica ao paciente com disfunção decorrente de alterações no sistema respiratório, compreende quatro níveis de complexidade X X X
Assistência fisioterapêutica ao paciente com disfunção decorrente de alterações no sistema cardiovascular, compreende quatro níveis de complexidade X X X
Assistência fisioterapêutica ao paciente com disfunção decorrente de queimaduras, compreende quatro níveis de complexidade X X X
Assistência fisioterapêutica ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema linfático e/ou vascular periférico, compreende quatro níveis de complexidade X X X
Assistência fisioterapêutica ao paciente com disfunção decorrente de alterações endócrino-metabólicas, compreende quatro níveis de complexidade X X X
Assistência fisioterapêutica domiciliar
Assistência fisioterapêutica em ventilação não-invasiva X X X
Avaliação isoinercial do movimento X
Análise cinemática do movimento X
Exames e testes funcionais X X X
Análise eletroneuromiográfica para verificação da potencialidade contrátil das fibras musculares, cronaximetria e curva I/T – por segmento ou membro X X X
Dinamometria computadorizada X X
Biofeedback com EMG X X
Ergometria para determinação da capacidade funcional prévia e evolutiva a programa de condicionamento cardiopulmonar X X
Exame funcional respiratório, incluindo ventilometria, manovacuometria e estudos de fluxos aéreos pulmonares X X
Ergoespirometria X X X
Baropodometria X X
Biofotogrametria X X

Muito vem sendo discutido nas Comissões Regionais e Nacional de Honorários do Sistema COFFITO/CREFITOs a fim de se traçar estratégias para aceitação do Referencial de Honorários das duas categorias.

A Comissão Regional de Honorários de Fisioterapia do CREFITO-2 foi voto vencido em diversas reuniões, quando tentava expor que era necessário garantir uma listagem mínima de procedimentos, uma vez que, assim, o Referencial de Honorários tornar-se-ia obrigatório, pois listaria procedimentos constantes em um único referencial, o das profissões de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional, respectivamente.

E foi assim que surgiu a oportunidade de fazer chegar à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em abril de 2005, com registro de recebimento, o que seria o início para a definitiva implantação dos róis de procedimentos da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional que foram devidamente registrados.

A recomendação é que anualmente seja feita uma revisão destes róis, pelas sociedades científicas, associações e demais entidades interessadas, adequando-os aos novos procedimentos.

No caso da Fisioterapia, procurou-se manter a correlação com o Referencial de Honorários, estabelecendo uma relação Fisioterapia x Assistência, definida de acordo com os locais de assistência (hospitalar-leito comum, ambulatorial e UTI) e independente do tipo de plano ou cobertura oferecida, uma vez que tal classificação é diferente da existente no rol de procedimentos médicos, que lista a sua assistência de acordo com o tipo de cobertura, com ou sem obstetrícia, por exemplo.

A Terapia Ocupacional estabeleceu uma classificação baseada em quatro tipos de assistência: assistência terapêutica ocupacional ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema nervoso central e/ou periférico; avaliação do ambiente domiciliar, planejamento e adaptação do ambiente, mobiliário e utensílios; assistência terapêutica ocupacional ao paciente idoso com disfunção decorrente de alterações crônico-degenerativas; e assistência terapêutica ocupacional ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema musculoesquelético (origens ortopédicas, traumáticas, congênitas e/ou reumáticas); assistência terapêutica ocupacional ao paciente com disfunções decorrentes de alterações psiquiátricas (saúde mental).

O CREFITO-2 espera que em breve os dois róis de procedimentos sejam disponibilizados em consulta pública pela Agência Nacional de Saúde Suplementar e aprovados em resolução normativa para que a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional possam fortalecer a sua presença e garantir ao usuário dos serviços um mínimo necessário para uma adequada assistência.

ROL DE PROCEDIMENTOS GERAL DA TERAPIA OCUPACIONAL

1. Consulta
2. Aplicação de testes e avaliação de exames complementares
3. Atividades de estruturação corporal
4. Atividades que favoreçam a expressão e a emoção
5. Atividades socioadaptativas
6. Avaliação do ambiente domiciliar; planejamento e adaptações do ambiente, mobiliário e utensílios
7. Avaliação, planejamento e treinamento das AVDs e AVPs
8. Capacitação e orientação de cuidadores
9. Confecção e/ou adaptação ao uso de adaptações funcionais/órteses/próteses
10. Dessensibilização do coto
11. Estimulação senso- percepto-cognitiva
12. Liberação de aderências
13. Orientação e treinamento para atividade laborativa
14. Orientação familiar
15. Treinamento da coordenação motora

O Rol de Procedimentos está disponível para consulta também no site do CREFITO-2: www.crefito2.org.br. Acesse, confira e dê a sua opinião!


Fique atento:

No próximo dia 7 de março, os Fisioterapeutas e os Terapeutas Ocupacionais têm um encontro marcado com os Conselheiros do CREFITO-2, Dra. Denise Flávio e Dr. João Magalhães, membros da Câmara Técnica de Referencial de Honorários e Planos de Saúde do Conselho, para debaterem amplamente sobre o Referencial de Honorários, Róis de Procedimentos e Planos de Saúde. O evento será realizado, às 18h30, em Volta Redonda (RJ), no Museu do Estádio Silvio Raulino de Oliveira – Estádio da Cidadania – Setor Branco, Rua 545, s/nº, Jardim Paraíba.
Não deixe de comparecer. Esta é a segunda versão deste evento, também promovido no dia 22 de fevereiro, no auditório principal da Universidade Veiga de Almeida, em Cabo Frio (RJ). O assunto é importante e merece ser divulgado e debatido com profundidade.


Entidades

Parceria entre ABAS e Faculdade São Camilo

Desde sua criação, em novembro de 2003, a Associação Brasileira de Auditores em Saúde (ABAS) tem utilizado a infra-estrutura da Faculdade São Camilo para exercer suas atividades com segurança e tranqüilidade. O foco da Associação está direcionado ao desenvolvimento e qualificação de profissionais, por meio de cursos, seminários, palestras e outras formas de debate, sempre de forma conjunta entre as duas instituições.

Não foi por acaso que a idéia da constituição da ABAS surgiu nas salas de aula da São Camilo. Há mais de 50 anos, a faculdade se dedica ao desenvolvimento acadêmico na área de saúde do Brasil.

Com todo este know-how, seriedade e competência, não poderia haver melhor lugar para o nascimento da ABAS. Aliado à permanente preocupação da Faculdade São Camilo em se esmerar na formação de profissionais na área de saúde, surge o pioneirismo da Associação na busca da regulamentação da atividade de auditor em saúde, orientando e defendendo os direitos destes profissionais.

Este sério comprometimento de ambas as partes, que traçaram um objetivo único a ser alcançado com esforço conjunto, é a principal justificativa para esta promissora parceria.
ABAS: (21) 2501-0699

Fisioterapia no Trabalho

A atual organização do trabalho, voltada à garantia da alta produtividade em função do lucro, faz a relação trabalho x saúde sugerir frontal contradição.

Os esforços repetitivos e intensos, trabalho estático e posturas inadequadas estão presentes na maioria das atividades profissionais.

Essas condições de trabalho são causas para o aparecimento ou agravamento de lesões, principalmente no sistema musculoesquelético.

O encaminhamento do funcionário a um tratamento fora da empresa o faz gastar mais tempo e produzir menos. Quando o tratamento evolui bem, necessita em média de dez sessões, ou 30 horas, aproximadamente. Isso sem falar nos serviços que atendem fora do horário do expediente, que geralmente estão sobrecarregados.

Entretanto, se a empresa dispor dos serviços de um Fisioterapeuta, os resultados serão muito melhores. Ele irá conhecer a empresa como se fosse seu paciente e será capaz de identificar fatores que promovem acometimentos ocupacionais e desenvolver um trabalho preventivo.

O Fisioterapeuta pode atuar na empresa, interferindo satisfatoriamente na saúde do trabalhador e apresentando vantagens como economia homem x hora, redução de faltas por doenças musculoesqueléticas, redução de gastos com planos de saúde, tratamento especializado, rápida recuperação, associação da Fisioterapia corretiva ao ajuste ergonômico e apoio ao setor de saúde ocupacional.
SOBRAFIT: (21) 2456-1446

Estudo Preliminar do Perfil dos Fisioterapeutas que Trabalham com Fisioterapia Respiratória no Rio de Janeiro

Autores: Azeredo, L.M.; Souza, L.C.; Fernandes, P.V.; Godoy, M.D.; Justiniano, A.; Berti, M.; Lacerda, R.; Pianazzola, E.; Bessa, R.M.

Introdução: Para concebermos a Fisioterapia Respiratória (FR) como especialidade do Fisioterapeuta, faz-se necessário conhecer as características dos profissionais que atuam nesta área, com o intuito de planejar o desenvolvimento desta especialidade.

Objetivos: Conhecer o perfil profissiográfico do Fisioterapeuta que atua no campo da Fisioterapia Respiratória, com o intuito de identificar e planejar ações para o seu desenvolvimento.

Material e Método: Foi realizado estudo descritivo utilizando, para avaliação, questionário semi-estruturado, contendo questões abertas e fechadas, referentes a dados pessoais, formação acadêmica, exercício profissional, atualização científica, produção acadêmica e ética profissional.

Participaram do estudo 40 profissionais da região do Grande Rio. Os dados foram armazenados e analisados através do programa Microsoft Excel.

Resultados: A amostra constitui-se de 62% de mulheres e 38% de homens, com idade média de 28 anos (DP+5 anos), graduados entre 1991 e 2005, sendo que 38% são especialistas, 5% mestres e 3% doutores em FR.
Trabalham em hospitais privados, 54% dos profissionais e 13%, em hospitais públicos, sendo os demais distribuídos entre outros tipos de vínculos.

Atuam em Terapia Intensiva para adultos, 39% dos profissionais entrevistados e 20% em enfermarias para adultos. Participam de projetos de pesquisa em seu emprego, 40% deles. Apenas 23% possuem trabalhos apresentados em congressos e 15% possuem artigos publicados.

Atualizam-se através da Internet, 62% e apenas 5% atualizam-se em congressos científicos. Embora 87% considerem ético participar da sociedade que representa sua especialidade, apenas 18% participam. Reconhecem a SOBRAFIR como representante dos Fisioterapeutas Respiratórios, 84% dos profissionais.
Conclusões: O perfil dos Fisioterapeutas que trabalham com Fisioterapia Respiratória tem demonstrado ser, na grande maioria, de mulheres, adultos jovens, com menos de 15 anos de formados, com mais de um vínculo empregatício, atuando principalmente em UTI adulto.

A maioria não possui título de especialista, denotando-se ainda uma carência de mestres e doutores. Poucos freqüentam congressos científicos e um grande percentual não participa de nenhuma sociedade científica.
SOBRAFIR: (21) 2604-2281

Sobre a Contribuição Sindical

A contribuição sindical, prevista no Capítulo III (arts. 578 e seguintes) da Consolidação das Leis do Trabalho, é devida por todos aqueles que participam de uma determinada categoria econômica ou profissional em favor do sindicato representativo da mesma categoria, ou, inexistindo este, para a correspondente Federação ou Confederação.

Os empregadores estão obrigados a recolher, de uma só vez, no mês de janeiro de cada ano, a contribuição sindical, de valor proporcional ao capital social registrado, mediante a aplicação de alíquotas da tabela constante no art. 580 da CLT.

A contribuição sindical prevista na Consolidação das Leis do Trabalho atingindo toda a categoria é definida pela assembléia geral do Sindicato e tem seu alcance restrito aos associados, normalmente cobrada sob forma de mensalidade.

O valor total arrecadado é partilhado entre o Sindicato (60%), a Federação (15%), a Confederação (5%) e o governo (20%).

De acordo com o art. 608 da CLT, as repartições federais, estaduais ou municipais não concederão registro ou licença para funcionamento ou renovação de atividade aos estabelecimentos comerciais, nem concederão alvarás de licença ou localização sem que sejam exibidas as provas de quitação da contribuição sindical.

A Resolução nº 10 do COFFITO, que aprova o Código de Ética Profissional de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional, no seu capítulo 3, referente às entidades de classe, afirma que “é dever do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional pertencer, no mínimo, a uma entidade associativa da respectiva classe, de caráter cultural e/ou sindical, da jurisdição onde exerce sua atividade profissional”.

Através do pagamento das contribuições de seus associados, o SINFITO-RJ realiza as seguintes diretrizes:

“Vamos participar, o SINFITO-RJ é a retaguarda de empregos e salários.”
Prof. Cosme da Silva Guimarães, Presidente.

SINFITO-RJ: (21) 2240-8681 ou sinfito.rj@ig.com.br


Parceria com a Prefeitura de Nova Iguaçu

A convite da Prefeitura de Nova Iguaçu, o CREFITO-2 participou, no dia 19 de dezembro, de uma comemoração pelo desenvolvimento e o crescimento do município, que contou com a presença de autoridades locais e de mais de 400 moradores da cidade.

Estiveram representando o Conselho, sua Presidente, Dra. Rita Vereza, a Vice-presidente, Dra. Sandra Pacheco, os Conselheiros, Dr. Antonio Pimentel e Dr. Ivan do Monti, e os Assessores Jurídicos, Dra. Ellen Delmás e Dr. Vinícius Rezende.

No encontro, o Conselho e a Prefeitura concordaram em trabalhar em parceria, o que pode proporcionar a ampliação da atuação do CREFITO-2 em Nova Iguaçu, através de seu Núcleo Regional e, conseqüentemente, a abertura de novas oportunidades para os Fisioterapeutas e para os Terapeutas Ocupacionais do município. Através de contatos como estes, o CREFITO-2 também passa a colocar em evidência a participação dos Fisioterapeutas e dos Terapeutas Ocupacional nas questões ligadas às políticas de saúde pública.

O primeiro passo já foi dado. Foi agendada, através de contato com o Prefeito, Lindberg Faria, uma reunião com a Secretária Municipal de Saúde, Dra. Suely das Graças Alves Pinto, e com o Secretário Municipal de Saúde do Idoso e Portadores de Necessidades Especiais, Dr. Fernando Cid. Sendo assim, os profissionais de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional de Nova Iguaçu já podem esperar boas surpresas para este ano.


Cursos profissionais – técnicos/auxiliares – são legais?

Estas devem ser constantes preocupações daqueles que desejam fazer algum curso profissional:
O curso está legalizado? É reconhecido pelo Ministério da Educação? A profissão é reconhecida no Ministério do Trabalho?

Muitos jovens são iludidos com promessas de cursos rápidos e empregos certos, e não buscam as informações necessárias. A decepção vem depois. Recursos são gastos para pagar um curso e depois descobre-se que ele não tem validade.

O CREFITO-2 tem constantemente alertado para o fato de que não há regulamentação de Técnico ou Auxiliar de Fisioterapia ou Reabilitação. Essas profissões não existem para o Ministério do Trabalho e, portanto, não há registro junto ao Conselho Regional.

Infelizmente, alguns estabelecimentos de ensino continuam a oferecer cursos e iludindo as pessoas com uma formação profissional que não tem amparo legal.

O Ministério da Educação tem realizado a fiscalização e criou um Cadastro Nacional de Cursos de Educação Profissional de Nível Técnico, onde qualquer cidadão pode consultar se o curso é ou não reconhecido pelo MEC (www.mec.gov.br/semtec/).

Na área de atuação do CREFITO-2, Rio de Janeiro e Espírito Santo, há apenas uma instituição com o curso cadastrado no MEC, o Colégio Apollo 12, com o curso Técnico em Reabilitação, autorizado pelo Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro, em 2002. Portanto, as demais instituições educacionais, ou de assistência social, que oferecem cursos como estes estão na ilegalidade.

Para ter a autorização do CEE-RJ, a instituição tem que ter um Plano de Curso e cadastrá-lo no MEC, que fornecerá um número de protocolo necessário para a abertura do processo no CEE-RJ (www.cee.rj.gov.br/prof.htm).

Mesmo assim, o CREFITO-2 alerta para o fato de que não existe a profissão de Técnico em Reabilitação, o que significa que o fato de ter realizado um curso com esse nome, mesmo ele sendo reconhecido pelo MEC e autorizado pelo CEE, não dá ao cidadão nenhum direito trabalhista, nem profissional.

O CREFITO-2 continuará na sua ação de fiscalizar e encaminhará ao MEC mais rigor junto aos Conselhos Estaduais de Educação para a concessão de autorização de cursos que não têm regulamentação profissional e que colocam em risco a vida da população.

Ana Maria Ribeiro
Técnica em Assuntos Educacionais/UFRJ
Assessora em Assuntos Educacionais


Núcleos de Atenção Integral já começam a ser implantados

O Município de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, é um dos primeiros no país a elaborar o projeto de implantação dos Núcleos de Atenção Integral na Saúde da Família, conforme a Portaria nº 1.065 do Ministério da Saúde, publicada em junho de 2005.

De acordo com o Coordenador Municipal de Fisioterapia, Dr. Glauco Oliveira, o projeto chega primeiro ao Conselho Municipal de Saúde, depois vai para a Secretaria Estadual de Saúde e, finalmente, é despachado para o ministério: “Esperamos uma resposta ainda no primeiro semestre de 2006”, diz o Dr. Glauco, que conta com o total apoio da Secretária de Saúde, a médica e vereadora Neuza Jordão, que abriu mão de seu mandato na Câmara Municipal para assumir a secretaria, e do Prefeito de Volta Redonda, Gotardo Neto.

Os Núcleos de Atenção Integral estão incluídos na Estratégia de Saúde da Família e ligados diretamente às equipes de Saúde da Família. Através deles oficializa-se a presença do Fisioterapeuta na Atenção Básica em Saúde, com verbas próprias do governo federal repassadas aos municípios, que assumirão as funções de implantação, acompanhamento e avaliação de resultados.

Em Volta Redonda as Equipes de Saúde da Família já funcionam a todo vapor. São 55 implantadas com previsão de chegar a 62 ainda em 2006.

“Para cada dez Equipes de Saúde está previsto um Núcleo, assim, teremos seis Núcleos de Atenção Integral em Volta Redonda, com cinco profissionais cada, sendo eles professores de educação física, Fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos” – informa Dr. Glauco. “O Núcleo se soma com as Equipes de Saúde e aumenta o trabalho de prevenção nos domicílios, reduzindo o deslocamento dos cidadãos. Ao todo criaremos mais 30 empregos diretos que se somarão aos 210 postos de trabalho já existentes.”

A Portaria nº 1.065 integra um projeto do Ministério da Saúde, intitulado Humaniza – SUS, que tem como objetivo levar um atendimento de qualidade a toda a população.

O projeto Humaniza – SUS traz uma melhoria na qualidade de vida para a população que, orientada, se torna menos suscetível a doenças crônico-degenerativas. Já para os profissionais, significa a abertura de mais uma frente de trabalho, em um projeto pioneiro que oferece uma nova perspectiva para o Serviço Único de Saúde.
“Parto do princípio que, até então, nosso país apresentava um ‘Ministério da Doença’, ou seja, tratávamos o cidadão somente quando ele adoecia. Com a implantação do Humaniza – SUS, estamos começando a mudar para prevenção e orientação.”

Atualmente a Coordenação Municipal de Fisioterapia de Volta Redonda conta com 13 Fisioterapeutas no serviço hospitalar, três no serviço de follow-up, oito no serviço ambulatorial de especialidades (ortopedia, cardiologia, pneumologia e neurologia), dois locados na Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Físicos (APADEFI) e outros dois em serviços de terceira idade e escolas especializadas.

“Ao todo somos 28 Fisioterapeutas na rede – informa Dr. Glauco – fora os serviços contratados. Nosso objetivo é trabalhar a prevenção e orientação, pois achamos que, melhor que tratar é evitar que a doença se instale. Por isso, elaboramos projetos em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, para alunos da educação especial, e junto com a Secretaria Municipal de Ação Comunitária, realizamos trabalhos na área da terceira idade. Também fizemos parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, onde temos um projeto intitulado ‘Comunidade Ativa – Caminhando com a Gente’, que realiza avaliações e orientações nos bairros com grande concentração de pessoas que praticam caminhadas matinais.”

A Coordenação Municipal de Fisioterapia também responde pela Fisioterapia dos hospitais municipais onde presta serviço no CTI, UI, UI-Neonatal, enfermarias, clínicas médicas e cirúrgicas (pré e pós-cirúrgico) e faz follow-up de atendimentos nos egressos, recém-nascidos e pediátricos, dos serviços hospitalares, além do serviço em todas as especialidades.

O Professor Dr. Glauco Fonseca de Oliveira é natural de Volta Redonda, graduado em Educação Física, pelo Unifoa, especialista em Psicomotricidade e Fisiologia do Exercício. Graduado em Fisioterapia pelo UBM, especialista em Reabilitação Cardiorrespiratória. Professor titular das cadeiras de Cardiologia I e II, Cineantropometria, Fisiologia do Exercício na Fisioterapia, Fundamentos e Metodologias do Movimento Corporal I e II no Normal Superior e Basquetebol e Desenvolvimento Corporal/Psicomotricidade na Educação Física do UBM - BM. Professor do ensino fundamental e médio do Colégio Verbo Divino - BM e coordenador da Pós-Graduação em Psicomotricidade do UBM. Chefe do serviço de Reabilitação Cardiovascular da Academia do Clube Comercial - VR.

Volta Redonda é um município pioneiro na implantação dos Núcleos de Atenção Integral na Saúde da Família.
Se o seu município estiver no mesmo caminho, conte também a sua história.


Núcleos

Uma escola que ensina postura

Segundo os profissionais de Fisioterapia do município de São Pedro d’Aldeia, cerca de 60% dos atendimentos aos usuários nas unidades de saúde da família são referentes a dores nas costas e problemas de coluna. Segundo especialistas, as causas de problemas de coluna são, entre outras: estresse, sedentarismo, obesidade e problemas de postura.

Para tentar resolver ou minimizar os problemas de coluna da população local, a prefeitura lançou a Escola de Postura, um projeto pioneiro realizado no ginásio poliesportivo de Campo Redondo.

Na Escola de Postura, os participantes recebem noções semanais e gratuitas sobre postura ao andar, sentar e dormir, além de aprender a fazer exercícios e diminuir a ingestão de remédios. Segundo o Fisioterapeuta da unidade de saúde do Vinhateiro, Rafael Oliveira, “Quem sofre de dores nas costas deve procurar um médico que indicará o tratamento adequado. Ninguém deve tomar remédios sem indicação. O resultado pode ser desastroso”.

A primeira turma da Escola de Postura, formada no último mês de setembro, contou com dez alunos, que participaram de atividades de alongamento, com o auxílio de colchonetes e faixas elásticas, utilizadas, inclusive, para o fortalecimento muscular.

Segundo o Fisioterapeuta Jadson Madeira, autor do projeto, “o alongamento não pode ser visto como um tratamento, mas como um hábito de vida”, disse ele, acrescentando que todos os materiais utilizados nas aulas foram cedidos pelas Unidades de Saúde da Família, em caráter provisório.

Antes das aulas, que ocorrem uma vez por semana, nas manhãs de quarta-feira, os alunos passam por uma checagem dos sinais vitais. A pressão arterial e as freqüências cardíaca e respiratória são aferidas por Fisioterapeutas e, de acordo com a necessidade de cada caso, são solicitados exames complementares. Além de exercícios de alongamento, relaxamento, reeducação respiratória e técnicas como o RPG (Reeducação Postural Global), os alunos também recebem orientações quanto à melhor postura a ser utilizada nas atividades diárias, no trabalho e no lazer, com o intuito de minimizar as agressões à coluna vertebral.

Por enquanto, a Escola atende apenas a população de Campo Redondo, mas a intenção é, em breve, expandir o atendimento às demais áreas assistidas pelo Programa de Saúde da Família (PSF).


CREFITO-2 marca presença nos Núcleos

A Coordenadora Geral dos Núcleos, Conselheira Dra. Elizabeth Benjó, em janeiro último, legitimou o Núcleo de Cantagalo, que tem como representante a Fisioterapeuta Dra. Claudine Silva Camparato e como vice-representante, a Terapeuta Ocupacional, Dra. Marise Gama Correia Lutterbach, nomes referendados pelos profissionais locais durante a reunião.

Desde que assumiu a função de Coordenadora Geral dos Núcleos, Dra. Elizabeth tem visitado, periodicamente, cidades do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, com o objetivo de levantar as necessidades básicas dos profissionais locais, levar o CREFITO-2 até eles e motivar as duas categorias a participarem das políticas públicas de saúde dos seus municípios e dos Conselhos Municipais de Saúde: “O profissional tem que entender que em seu município ele é o maior representante das nossas categorias profissionais. Além disso, ele é os olhos do CREFITO-2, porque é através das suas informações que o Conselho poderá agir sempre em defesa das duas profissões, garantindo os direitos dos Fisioterapeutas, dos Terapeutas Ocupacionais e da própria população.”


Dia do Fisioterapeuta

Em comemoração ao Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional em 2005, os Núcleos de Campos dos Goytacazes e de Volta Redonda promoveram eventos em suas regiões. Em Campos, cerca de 50 Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais participaram de um ciclo de palestras no auditório da Santa Casa de Misericórdia. Já em Volta Redonda, além de palestras para a população sobre as profissões, foram realizados atendimentos gratuitos no Sider Shopping.

     
  Dr. Robson, Dr. Fernando, Dr. Gustavo, Dr. Rubem e Dra. Cláudia, em Campos   Palestra para profissionais no Sider Shopping, em Volta Redonda  

Mais um representante do CREFITO-2 no CMS

No último dia 26 de janeiro, o representante do Núcleo de Teresópolis, Dr. Felipe de Oliveira Santa Rita, foi nomeado como 1º Suplente no Conselho Municipal de Saúde e como membro da Comissão Permanente de Apreciação de Contas da Secretaria Municipal de Saúde. A Dra. Carmem Luciana Xavier Daim ficou com o posto de 2ª Suplente do CMS.

Outros três Fisioterapeutas também participam do CMS, representando outras entidades: Dra. Fabíola Fiorio, Dr. Otávio Marinho Falcão e Dr. Vanderley Gomes.

Aproveitando a oportunidade, o Núcleo de Teresópolis já está com o seu calendário de reuniões definido para o ano de 2006: os encontros acontecerão toda última quarta-feira do mês, no auditório do Colégio Higino da Silveira, Av. Delfim Moreira, 1.115, na Várzea.

Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais da região, participem das reuniões do seu Núcleo. Mudanças e melhorias só são possíveis com a participação de todos!


Gestão do Trabalho e Educação na Saúde

No dia 26 de janeiro, a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional foram representadas na Conferência Regional Norte Fluminense de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde pelos Doutores Rubem Antônio de Moura Junior e Felipe, do Núcleo do CREFITO-2 em Campos dos Goytacazes, Cláudia e Vinícius, coordenadores do curso de Fisioterapia da Universidade Estácio de Sá na cidade.

Compuseram a mesa diretora, Dra. Maria Clélia, Dr. Urquilei Pinheiro, Conselheiro Estadual de Saúde, Dr. Wilson Cabral Filho, Secretário Municipal de Saúde, que proferiu a abertura do evento, Dra. Roseli da Cruz, Secretária Estadual de Saúde, que também apresentou uma palestra sobre Recursos Humanos e Dr. Cláudio David, Secretário de Saúde do município de Caparebus.

O evento foi realizado no auditório do Conselho Municipal de Saúde e teve o seguinte tema: “Trabalhadores de saúde e a saúde de todos os brasileiros: práticas de trabalho, de gestão, de formação e de participação”. Os assuntos propostos para discussão foram: “Gestão do trabalhador”, “Educação na saúde”, “Participação do trabalhador na saúde”, “Negócios no trabalho e na gestão da educação na saúde”, “Financiamento do trabalho e da educação na saúde pela União, estados e municípios”, e “Controle social na gestão do trabalho e educação na saúde”. Cada grupo ficou responsável pela discussão de um dos temas, além do tema comum, que foi: “Produção e incorporação de saberes a partir das práticas de trabalho, de gestão, de formação e de participação com foco no cuidado na saúde do trabalhador do SUS”.

O grupo formado pelos representantes da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional discutiu o tema “Gestão do trabalho” e apresentou a proposta de que se cumpra a Constituição no que cabe à contratação de profissionais concursados. “Muitas vezes, um profissional participa de um concurso público, passa, mas não é convocado, pois perde a vaga para outro profissional admitido em esquema contratual”, expôs Dr. Rubem. “Nós precisamos fazer políticas de saúde, e não políticas com a saúde”, completou.


FALA LEITOR

Maior e constante divulgação

Por que não usamos os meios de comunicação de massa para alavancar a Fisioterapia junto à sociedade?
O que observo é que a população desconhece as funções do profissional Fisioterapeuta e a importância desta profissão. A população leiga acha que nós devemos seguir à risca o que mandam profissionais não Fisioterapeutas no que diz respeito à avaliação, eleição do paciente para o tratamento fisioterapêutico, prescrição, tratamento, reavaliação e alta fisioterapêutica.
Sempre procuro informar aos meus pacientes sobre o que é a Fisioterapia, porém, às vezes, me sinto um pouco cansado de lutar, mas mesmo assim, não desisto.
Seria muito melhor se pudéssemos atingir um maior número de pessoas. Não através de uma campanha passageira, mas de uma atuante e prolongada feita diretamente nos meios de comunicação de massa.

Dr. Cleverton Pinto
CREFITO-2/58.862F

Matéria da Turma de 1975 da ERRJ emociona

Venho falar da surpresa que tive ao ler na edição desta revista de novembro/dezembro 2005, a matéria que fala da comemoração dos 30 anos da turma de 1975 da ERRJ, e que identifica um dos pacientes assistidos por mim no CAPS de São Pedro d’Aldeia – RJ: Oscar Assuêro Menezes e Castro, portador de esquizofrenia, e há anos afastado de sua profissão de Fisioterapeuta e em beneficio pela Previdência Social.
Ao ler a matéria, muito emocionou rever os colegas de turma do meu paciente, sentindo o desejo de reviver e revivendo toda essa história.
Quando Oscar fala em rever seus colegas, sempre sugiro que ele escreva seus sentimentos para, através desta revista, tentarmos publicar uma nota onde ele pudesse ser localizado e expressar ao mesmo tempo sua alegria.
Por isso, gostaria que a edição desta revista pudesse de alguma forma publicar, mesmo que resumidamente, o desejo do Oscar em mostrar suas lembranças e saudades.
Com certeza será gratificante para sua turma e muito valioso para a vida e história do meu paciente.
A seguir, envio o texto de Oscar Assuêro Menezes e Castro para ser publicado e agradeço a atenção e a parceria nesta história.
“Me formei na turma de 1975 da ERRJ e tenho muitas saudades de todos. Gostaria de rever meus colegas e os funcionários da ERRJ, do atendente à direção, passando pelos médicos, corpo docente, até mesmo pacientes.
Lembro com carinho da Maria Antônia, da chefe da Fisioterapia Geral, de Suely Marques, do Dr. Hiltom Baptista e do Dr. Jorge Farias.
Depois de formado, passei a trabalhar na Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR).”

Dra. Priscila Martins Soares
CREFITO-2/5.720ITO

Agradecimento

Gostaria de expressar toda minha gratidão pelos serviços prestados pela Dra. Elizabeth e em especial ao Sr. Décio, que ao longo dos meus 13 anos de profissão esteve presente na minha luta para um bom andamento do nosso exercício profissional, orientando, corrigindo e até mesmo punindo com rigor os erros encontrados.
Mais uma vez recorri ao setor de Fiscalização e obtive resultados que enriqueceram e contribuíram para a evolução profissional. Espero contar ainda por muitos anos com a colaboração de vocês e poder dizer para meus colegas que o CREFITO-2 funciona e que podemos contar sempre com ele e denunciar os erros que presenciarmos, a fim de contribuir ainda mais com o nome de todos nós, Fisioterapeutas.

A autora não quis ser identificada


CURSOS

RPG - Sistema Australiano
Data: março de 2006 – Local: SP/RJ
Informações: Valéria Figueiredo Cursos,
(43) 3325-7656/0800-4007008, www.vfcursos.com.br
Mobilização Neural
Data: março de 2006 – Local: SP/RJ
Informações: Valéria Figueiredo Cursos,
(43) 3325-7656 / 0800-4007008, www.vfcursos.com.br
Curso Básico de Pilates
Data: turmas mensais – Local: Rio de Janeiro e Niterói - Informações: (21) 2509-2404 /
8112-2914 / 9867-0346
XII Curso de Fisioterapia em
Terapia Intensiva da Fisiocor
Data: março a agosto de 2006
Local: Hospital e Clínica São Gonçalo
Informações: (21) 2604-2281, leonardofisiocor@ig.com.br
Terapia Ocupacional no Contexto Hospitalar
Data: março de 2006 a fevereiro de 2007
Local: ATOERJ / IPUB – RJ
Inform