Conselho
Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª - Região
MANIFESTO
FISIOTERAPIA – 40 ANOS PROMOVENDO INCLUSÃO SOCIAL
FISIOTERAPIA PARA TODOS !
A
fisioterapia no mundo originou-se no pós-guerra na
década de 40, mas no Brasil, foi no auge do surto de
poliomielite no início da década de 50, que
teve início a atuação fisioterapêutica,
nessa época ainda não regulamentada. Em agosto
de 1969, o então Presidente da República Arthur
da Costa e Silva sofreu um acidente vascular cerebral e teve
acesso a cuidados fisioterapêuticos. Em outubro de 1969,
a Junta militar que assumiu a Presidência do Brasil
assinou o Decreto-lei 938/1969 que regulamenta a profissão
em nosso país.
Hoje,
passados 40 anos, o Brasil conta com mais de 200 mil fisioterapeutas
atuando na promoção, prevenção
e assistência à saúde em diversos cenários,
como escolas, hospitais, clínicas, programas de saúde
da família, centros de reabilitação,
entre outros.
Uma
das pedras angulares da atuação fisioterapêutica
é a preocupação com a reintegração
do indivíduo à sociedade. Assim, através
dos recursos que lhe são pertinentes, a Fisioterapia
busca a inclusão social daqueles sob seus cuidados.
Inclusão social esta, que não se refere somente
aos aspectos econômicos que geram a desigualdade, mas
também às dificuldades funcionais do corpo humano
que impedem ou dificultam a convivência igualitária
nos espaços sociais. Com o intuito da reintegração
social, a Fisioterapia age na promoção de saúde,
na prevenção e/ou cura das deficiências
funcionais, bem como na busca de alternativas, adaptando o
indivíduo ao exercício da função.
Dessa forma, é possível trabalhar, ter acesso
a lazer e à boa convivência em sociedade.
Apesar
da Fisioterapia brasileira contar com um quantitativo razoável,
as classes populares têm dificuldade de acesso aos serviços
destes profissionais. A quantidade de fisioterapeutas na rede
pública está longe de atender às demandas,
criando assim, o fenômeno da dupla exclusão,
que adiciona à exclusão primária, proveniente
da disfunção, uma exclusão secundária
decorrente da falta de acesso aos profissionais que poderiam
facilitar sua reintegração à sociedade.
Assumindo
a parcela do compromisso social que lhe é inerente,
a Fisioterapia Brasileira, nestes seus 40 anos de existência,
se une à Sociedade para reivindicar uma política
de ampliação dos serviços de Fisioterapia
na rede pública, tendo em mente evitar que as classes
sociais menos favorecidas sejam vítimas da desigualdade
adicional de não ter acesso aos serviços que
lhes trazem esperança de dias melhores e com mais qualidade
de vida.